• Ana Paula Brasil

Fim de ano já chegou por ai?

Atualizado: 13 de Out de 2020

Novembrou: mais um ano acabando e aquela velha história de que o ano passou rápido demais... De repente, a decoração de Natal entra no ar e tudo começa a girar em torno do final do ano. Ora, tudo tem que caber em 30 dias; ora, entramos no modo deixa para o ano que vem. Fim de ano é uma época contraditória: a cobrança do que se fez medindo força com a expectativa do que se fará.


Bem verdade que um Ano Novo sempre chama a nossa atenção: tem aquela coisa de renovar os votos, os sonhos, as promessas, os planos; de achar que desta vez vai dar certo, que já temos força para tentar de novo... Para mim, a melhor parte desta renovação de ciclo é a energia positiva que ela traz! Como não gostar de apertar [restart] ? Como não se empolgar para recomeçar o jogo? No fundo, todos nós sabemos que um brinde de champanhe não vai mudar o curso das coisas, mas o exercício da despedida de um ano pode nos fazer ver tudo com alívio e afeto. O ano vai acabar, independente de como ele foi! No Ano Novo, costumamos colocar o foco na novidade, nos abrir para o que está por vir, desejar mudanças... Esta disponibilidade deveria durar o ano todo, mas ao longo dos meses, parece que vai perdendo a validade. Por isto, gosto do movimento de ir parando tudo para ver o (ano) novo chegar!


Novembro tem um tom especial para mim - conto seus 30 dias como um tempo justo para finalizar processos. Depois disto, é dezembro e entro em um estado de renovação, onde o fazer perde a força. Para se reinventar, precisamos retomar a essência. Isto pode soar contraditório, mas não há renovação, sem interrupção, sem quebra, sem pausa e tudo isto nos coloca em conexão com o que é essencial. Para renovar, é preciso parar e observar o fluxo das coisas.


Vejo novembro como o início do fim, um bom momento para percebermos o que está velho, o que não nos serve mais. É um tempo para viver despedidas, abrir mão. Eu me pergunto: “Do que vivi até aqui, o que vai terminar este ano?” E, assim, surge uma lista de prioridades às avessas, do que não se deseja ter ou fazer daqui para frente e, justamente por isto, receberá maior atenção agora. Podemos tratar os finais com a mesma dedicação e carinho que tratamos os inícios. Os dois precisam de coragem, respeito e gratidão. Reconhecer o que não se quer, é uma forma de chegar mais perto de um propósito. Todo o exercício em compreender o lugar e o não lugar das coisas, abre oportunidade para que o novo aconteça e o essencial ganhe espaço em nossa vida.


Então, por que não aproveitar novembro para redescobrir o que é verdadeiramente importante? Como no caminho do Yoga, podemos ir do superficial ao profundo, começando pelo que é mais concreto: veja o que está sobrando nas estantes, nos armários, nas gavetas. Siga observando o que pesa na fatura do cartão, o que é mais recorrente no extrato do banco, o que sempre está na sua lista de compras. Depois, o que vem ocupando a sua agenda, a sua noite de sonhos, a sua mente, o seu coração. É uma lista longa, por vezes, complexa, por isto se dê, pelo menos, o mês para isto. Tome seu tempo!


A intenção não é economizar aqui ou ali, nem mudar todos os hábitos, este é um momento de profundo reconhecimento, onde podemos substituir o julgamento pela consciência de compreender o que não cabe mais em nós, nas nossas contas, na nossa casa, na nossa vida; onde podemos substituir a cobrança pela liberdade da escolha. Depois desta faxina, sobrará espaço e disponibilidade para reorganizar tudo que for essencial, tudo que lhe traga verdadeira alegria, leveza e integridade para fluir naturalmente. Novembro pode te ajudar a ter um belo início: reafirmar escolhas, estabelecer prioridades e desenhar novos caminhos!


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