• Ana Paula Brasil

A história da Rosa

Atualizado: 13 de Out de 2020


No último dia das mães, a moça do caixa do supermercado me perguntou se eu aceitava uma rosa. Na hora, senti como se ela, no fundo, não quisesse me perguntar... Talvez ela soubesse: eu não sou mãe e também não gosto de flores colhidas, mas contrariando todas as justificativas, agradeci e recebi a rosa. Pensei em minha mãe, em minha irmã, nas mães-mulheres que fazem parte da minha vida, internamente, homenageei todas elas.



O tempo passou e a rosa secou assim: mantendo a mesma forma, um perfume suave e uma surpreendente beleza! E, assim, ela permanece, guardando o mistério do tempo.


Desde então, eu a observo todos os dias. Tantas histórias são contadas pela vida sobre secar; sobre desabrochar. Que sabemos nós? Esta Rosa é minha amiga e guardiã do tempo, que nem pára, nem acaba de passar.